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O blog tem este nome porque, eu realmente creio que tudo que acontece, bom ou ruim, acaba contribuindo para o bem, para o crescimento, o amadurecimento, de quem se deixa moldar dentro do processo. Mesmo que na hora não se perceba tal coisa.

quinta-feira, março 17, 2016

História que se faz

 





E a História vai se fazendo, sendo escrita e reescrita. 
Por quem quer e quem não quer.
Por ativos, que erram e, às vezes erram muito. Por que pensam, desejam, fazem. Vão à luta. Fazem acontecer.
Por omissos, que olham a banda passar e, tem medo de se envolver de gostar do som e ter que fazer alguma escolha, como se já não houvesse feito. Mesmo os passivos que, por segurança, ou por pensar que nada muda, vão deixando a vida passar. Sem acreditar. Sem grandes reviravoltas, sem sobressaltos, sem sal, sem cor. Envolver seja no que for trás a possibilidade da dor. Sem nenhuma motivação não há vida plena.
Gosto da frase de Tolstói, “nossos ideais devemos colocá-los nas estrelas, ainda que fiquemos no meio do caminho.”
E o idealismo, que quase vai por água abaixo, se definhando em muitos momentos, ganha novo fôlego. Isto porque, ao ver profissionais de várias áreas se emocionarem e se conterem para exercer bem a função, se envolverem com a situação vigente se renova. Há pessoas que se importam. Graças a Deus ainda há pessoas que se mantêm éticas e lutam por algo que, a primeira vista parece inglório.  
É triste ver o que se dizia anos atrás sendo exposto. É triste ter razão em algo tão duro. Uma coisa que nunca fiz foi votar no PT. Muitos a minha volta me criticaram. Houve quem dissesse que não era bastante esclarecida politicamente, massa de manobra. Não sou partidária de nenhuma sigla, mas de esquerda, desde a minha infância nunca fui. Não por ser da elite, minha família enfrentou grandes privações. Tive professores que lutaram contra a Ditadura, aprendi muitas coisas através dos olhos e ouvidos deles, ouvindo músicas. Em especial do professor de Moral e Cívica, Etevaldo.

E aqui estamos, num momento onde prefiro pensar ser de ressurreição e não de caos para o País. O povo se envolvendo, gritando. Sempre gostei da forma de se manifestar através do panelaço na Argentina. Agora, aqui também tem. Pessoas que, agora sabem que se nada for feito, viramos uma Venezuela. Antes, quando falava isto parecia tão improvável e, agora se tem a tentativa de um golpe em andamento.
Sempre falo  sobre a impunidade que é, ao meu ver, o que permite/permitiu chegar a tal ponto. Não estou do lado de ninguém, que haja punição para todos os culpados em todas as esferas. Que a ética paute a vida do brasileiro e que chegue a todas as instituições, em todos os níveis.

De volta, com carinho, 

  Lúcia Barros.